Velas de Ignição, botando o motor pra queimar!

A vela de ignição dos motores de combustão talvez esteja entre os itens mais conhecidos do público em geral, mesmo quem nunca viu a peça , já ouviu falar, também pudera, desde mobiletes, passando por barcos, motos e chegando aos carros, todos motores movidos a gasolina ou álcool, precisam desse componente.

A função das velas é conduzir a corrente elétrica gerada no transformador, a bobina, para dentro da câmara de combustão e lá, gerar uma centelha que irá detonar a queima da mistura ar e combustível, gerando a explosão que dá energia para a movimentação do motor.

Os componentes básicos de uma vela são o corpo metálico, onde está o eletrodo lateral e a rosca que fixa a peça ao bloco; o eletrodo central por onde a corrente elétrica atravessa até a parte interna do motor; e a cerâmica, que isola os 2 eletrodos e também a câmara de combustão do meio externo. No funcionamento do carro, a tensão que passa pelo eletrodo central ao chegar a ponta e se aproximar do eletrodo negativo, gera uma faísca que promove a explosão da mistura ar combustível.

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O desgaste e os problemas de uma vela estão justamente relacionadas a esses componentes que formam a peça. O eletrodo central e o lateral começam a se desgastar gerando dificuldade na geração da faísca, consequentemente, os cabos e a bobina são mais demandados para que a explosão continue acontecendo, além disso, a faísca que acontece, é de menor qualidade , piorando o aproveitamento da mistura ar combustível, gerando menos potência e mais consumo, além de maior emissão de poluentes. Outro defeito pode vir da cerâmica, que não consiga isolar os 2 eletrodos ou a compressão de dentro do cilindro, gerando falhas e perda de potência.

Existem nos dias atuais basicamente 3 tipos de velas, as convencionais, em que o eletrodo central é de cobre , as de platina, onde o eletrodo central e parte do lateral é desse material e as de iridium, onde o central é desse material e o lateral de platina, formando o conjunto mais avançado até o momento.

Nas velas convencionais, a faísca salta dos cantos vivos do eletrodo central para a ponta do eletrodo lateral, a distância entre eles deve estar calibrada para que essa faísca seja a adequada ao motor. Com o uso, o eletrodo central vai ficando arredondado e a qualidade da faísca e consequentemente da queima diminui. A recomendação é de verificação a partir dos 15 mil km e troca com no máximo 30 mil km.

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As velas de Platina tem pontas mais afinadas o que facilita a geração de faísca, promovendo uma queima mais homogênea da mistura, além disso, pela qualidade do material, sua vida útil é o dobro da de uma vela comum.

Por fim, as velas de iridium representam o topo pois usam o material mais nobre e de maior durabilidade, além de permitir o emprego a ponta mais fina e geração da maior faísca,  e consequentemente a melhor queima da mistura ar combustível. Sua durabilidade é de cerca de 100 mil km.

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Sobre a escolha da melhor vela para seu carro, não há dúvidas, siga o manual do veículo e mantenha a mesma especificação da vela original e calibração de eletrodo se for o caso. Em caso de dúvidas , consulte a maior fabricante de velas do mercado a NGK, nesse link você pode descobrir o código certo da peça para aplicar em seu veículo, as outras marcas sempre apresentam a referência cruzada para confirmação.

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